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Liderar para o bem-estar e o pertencimento em um mundo híbrido

Dra. Debbie Bayntun-Lees e Dra. Carina Paine Schofield

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Leading Wellbeing and Belonging

As líderes mulheres fazem diferença, e a pandemia de COVID-19 trouxe para a conversa o questionamento sobre o estilo de liderança feminina é mais eficaz do que os tradicionais estilos masculinos autocráticos de liderar.

Nossa pesquisa mais recente, feita com 40 mulheres que são CEOs e líderes seniores, contribui para esse debate. Pedimos a elas que contassem sobre suas experiências e transições durante a crise da COVID-19. Ficou claro que uma forte liderança relacional foi fundamental para o sucesso delas, com destaque para as qualidades e o valor delas para as organizações que lideram.

Um desafio fundamental foi e continuará sendo o de liderar e gerir a equidade, a inclusão, o pertencimento e o bem-estar no novo mundo híbrido do trabalho. Aparentemente, o desenvolvimento de habilidades e estratégias para apoiar o progresso humano será a nova vantagem competitiva para as organizações no futuro.

Liderar conversas inclusivas

Uma das principais áreas de desenvolvimento para as líderes de nosso estudo foi a necessidade de aprender a liderar no ambiente digital. Isso incluía liderar conversas inclusivas no próprio espaço virtual e liderar a democracia e a inclusão de forma mais ampla, cruzando fronteiras entre países. Esse desafio está afetando a maioria das empresas na busca de progresso em sua jornada de diversidade e inclusão.

Dispor de habilidades de liderança inclusiva no ambiente virtual, conectar-se com todos e atender às necessidades de personalidades introvertidas e extrovertidas e diferentes culturas – tudo isso é primordialmente importante hoje em dia. A questão de como permitir que todos tenham voz e se manifestem tem sido desafiadora.

Algumas líderes também revelaram dificuldade em fazer com que sua própria voz fosse ouvida no Teams e no Zoom, além do fato de que, muitas vezes, a qualidade da escuta deixava a desejar. Nessas situações, a determinação era uma vantagem. Algumas disseram que estavam dando o melhor de si naquelas circunstâncias e que as ferramentas digitais disponíveis estavam limitando o progresso.

Viabilizar o trabalho colaborativo

Conversas inclusivas são fundamentais para o trabalho colaborativo e, embora pareça razoável permitir que todos tenham voz, isso exige que os líderes tenham um alto grau de conscientização e boas habilidades de “facilitação”.

“Facilitação” é a capacidade de aplicar estrutura e processo com o objetivo de agrupar interações para permitir o cumprimento dos objetivos. Por meio de uma variedade de habilidades e técnicas, o facilitador permite que os membros das equipes desenvolvam ótimos relacionamentos, cuidem uns dos outros e tenham conversas inclusivas que gerem ideias criativas e tomada de decisões de qualidade, além de conceberem processos para um trabalho eficaz.

Em suma, o líder que facilita não se preocupa apenas com a tarefa mais imediata, mas também com a capacitação e o apoio a indivíduos e grupos para que aprendam juntos e realizem seu melhor trabalho. A facilitação desenvolve a capacidade das pessoas de atingir metas de maneira a sustentar o bem-estar e promover o pertencimento.

Garantir o bem-estar

Como desenvolver e manter equipes saudáveis, permitir o trabalho colaborativo e criar um senso de pertencimento para todos neste novo mundo do trabalho são questões que vêm sendo enfocadas cada vez mais à medida que a crise se resolve.

Embora muitas líderes de nosso estudo tenham sentido um forte senso de equipe e de união durante a crise, com o surgimento da fadiga do Zoom e da exaustão geral, essas líderes ficaram cada vez mais preocupadas. Uma líder comentou: “Acho que hoje é mais fácil se concentrar só nos negócios, e você pode facilmente se esquecer de que está trabalhando com pessoas...”

O trabalho pode ter um impacto enorme na saúde mental; pode promover o bem-estar ou desencadear problemas. Durante a crise da pandemia, a velocidade das mudanças foi inédita, e o impacto disso no bem-estar é significativo.

Para algumas pessoas, as fronteiras borradas entre a vida profissional e a vida privada têm trazido um enorme benefício para a vida familiar. Para outras, trabalhar em casa e fazer videoconferências o dia todo não é tão fácil, o que resulta em fadiga, estresse e irritabilidade. Esta citação de uma líder foi repetida por muitas outras: “Tenho sentido este borrão entre trabalho e vida privada, tudo misturado”.

Por motivos semelhantes, o bem-estar dos colegas e funcionários é outra grande preocupação dessas líderes, juntamente com o reconhecimento dos medos e incertezas deles no que diz respeito a saúde, trabalho, segurança financeira e déficits de habilidades para o futuro. O bem-estar dos funcionários é menos perceptível no ambiente virtual: “As pessoas ficam menos visíveis, é mais difícil captar sinais não verbais”. Há menos oportunidades de observar como as pessoas se sentem e de captar os sinais não verbais e os níveis de energia.

Como mulheres, muitas dessas líderes sentem que estão perdendo a oportunidade de dar e receber cuidados. Não poder, no mínimo, colocar a mão no ombro de alguém é algo que tem um grande peso.

O compromisso é fundamental

Essas líderes sentiram que incorporar igualdade, inclusão e bem-estar será sua vantagem competitiva daqui para frente. Portanto, seu compromisso precisava ser sério e intencional.

Houve também o reconhecimento de que não é possível fazer isso por conta própria. Embora uma liderança forte, resiliente e tenaz continue sendo necessária, o sucesso dependerá da capacidade de recrutar e manter uma força de trabalho envolvida e feliz.

Há uma necessidade de ser proativo e aumentar o impulso nessa importante área de desenvolvimento cultural para que seja criado conjuntamente um senso de pertencimento em todos os grupos de funcionários. Uma líder perguntou: “Como gerar essa energia coletiva nas empresas para criar a cultura do futuro? Precisamos descobrir como tirar as pessoas de sua bolha”. Segundo elas, a solução “reside no desenvolvimento de habilidades de liderança relacional em todos os níveis das organizações”.

Os líderes precisarão estar próximos de sua equipe, reservando o tempo necessário para ter conversas difíceis e, o mais importante, para ouvir. Essa ênfase, juntamente com uma facilitação robusta e versátil em todo o contexto híbrido, ajudará a gerar bem-estar e a criar uma cultura de inclusão e pertencimento.

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