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Bradesco: Employee Experience e a cultura de aprendizagem

Izabela Xavier

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Employee Experience no centro da estratégia

O crescimento e o desenvolvimento dos colaboradores sempre estiveram entre os valores Bradesco, desde a Fundação Bradesco até a Universidade Corporativa. E as ações e a cultura de aprendizagem da empresa são sempre pensadas para refleti-los. A organização utiliza as mais diversas ferramentas para instrumentalizar e apoiar cada vez mais o protagonismo da aprendizagem em seus colaboradores. A Unibrad, Universidade Corporativa Bradesco, por exemplo, conta com os mais variados recursos, que ajudam em cada etapa do ciclo de vida do funcionário dentro da organização, e apoiando-os em todos os momentos para sua aprendizagem.

A estratégia de Employee Experience do Bradesco, focada 100% nas pessoas, foi pauta da nossa conversa com o Gerente de Educação Corporativa do Bradesco, Osvaldo Nogueira. Ele contou como tem sido as ações para uma cultura de aprendizagem, a importância do apoio da liderança e por que o programa de idioma foi fundamental nesse processo.

Os 3 passos para implantar uma cultura de aprendizagem

  1. Alinhamento com a liderança: O primeiro e mais importante passo é o alinhamento direto com a liderança. Os líderes precisam entender que a organização deve desenvolver uma cultura de aprendizagem para ela ser mais ágil em resposta para a sustentabilidade da organização e a perenidade do negócio.

    Segundo o Fórum Econômico Mundial, importantes CEOs apontam que um dos maiores desafios das empresas é a necessidade de o colaborador ter as competências necessárias para os negócios. Portanto, fazer a alta liderança entender que a aprendizagem organizacional precisa ser parte da estratégia das empresas é fundamental”, aponta Nogueira.

  2. Descentralizar o processo: Criar uma estrutura que reconheça que ela não é a única responsável pelo aprendizado dentro da organização. E aqui entra o protagonismo. A aprendizagem está na mão do indivíduo, e a universidade corporativa e suas plataformas de aprendizado são apenas ferramentas para o colaborador se desenvolver, mas é ele quem deve buscar esse conhecimento.

    E nesse passo entra um desafio grande que o banco viveu na Unibrad, porque a universidade é reconhecida interna e externamente, tem uma marca forte, mas ela não é a única responsável pela aprendizagem na organização

    E essa descentralização da aprendizagem pressupõe que a estrutura serve como forma de criar ferramentas e impulsionar metodologias. E isso não é uma tarefa fácil, a área de aprendizagem é uma parceira e deve ser utilizada para facilitar e conduzir o alcance dos resultados.

  3. Personalização do aprendizado: Olhar para o funcionário ou aprendiz dentro dessa personalização do aprendizado é fundamental. A personalização já nos acompanha em todos os lugares, nas redes sociais, nos sites de busca etc. Cada vez mais vemos algoritmos nos ajudando a fazer uma grande curadoria do que é preciso usar, consumir ou aprender. Ter ferramentas que ajudem nessa personalização do aprendizado constitui um grande passo para um processo que ajudará, de fato, o colaborador a se desenvolver.

Como influenciar a liderança?

O Bradesco tem como prática fazer a liderança percorrer os caminhos da aprendizagem. Quando os membros a alta liderança fazem esse caminho e entendem que todos somos life long learners, que estamos aprendendo ao longo de toda a vida, eles são mais capazes de fomentar a importância dos programas de educação corporativa na organização. Muito além disso, eles podem participar do processo da estrutura de aprendizado e acelerar a sua implementação na empresa.

“Recentemente, participando de um benchmarking, eu ouvi sobre um programa de aprendizado para a liderança com uma jornada em que foi muito trabalhado o aprendizado contínuo e, logo depois, a própria liderança voltou com várias iniciativas de cultura de aprendizagem para organização. Esse pode ser um dos caminhos possíveis, fazer os líderes percorrerem a jornada e entenderem a importância da aprendizagem para o crescimento do colaborador e sustentabilidade dos negócios”, comenta Nogueira.

Programa de Idiomas e Employee Experience

O Bradesco foi inovador ao se unir ao time da Hult EF e implantar um programa democrático de idiomas, em que colaboradores podem acessar o estudo do inglês, num banco genuinamente brasileiro, que não tem o inglês como língua nativa ou como requisito inegociável para a performance dos colaboradores.

E fica o questionamento: por que vocês tomaram essa decisão? Como você enxerga um programa como esse? É possível relacionar com o impacto no negócio, como forma de conseguir apoio da liderança?

O primeiro elemento é a democratização, que foi essencial para ajudar o Bradesco a olhar para essa oferta do idioma para todos. Osvaldo explica que “Anteriormente nós tínhamos um olhar de diagnóstico em que direcionava os programas para aqueles que tinham uma necessidade instalada. Isso mudou. Na medida em que disponibilizamos essa solução para todos, temos a possibilidade de que cada um entenda o seu momento e exerça o seu protagonismo e busque o estudo. E nós contamos com o apoio da Hult EF para melhor entendermos como a gamificação poderia ajudar no engajamento do funcionário”.

Essa avaliação trouxe à tona o poder de preparar melhor todos os funcionários da organização, ajudando inclusive a avaliar e apoiar o desenvolvimento dos talentos. A Organização Bradesco, que entende a educação como fundamental, olha para todos, especialmente para aqueles que estão assumindo novos cargos e crescendo. E o idioma, mesmo em uma empresa brasileira, se tornou um recurso de aceleração do desenvolvimento dessas pessoas.

E nós tivemos um retorno superpositivo, logo de início alcançamos mais de 20 mil funcionários inscritos, e isso foi muito positivo. Além disso, conectando os processos de RH, começando pela atração, utilizamos a plataforma da Hult EF para todos, incluindo as pessoas que não estão na organização, mas queríamos atrair."

O banco também criou formas de direcionar algumas licenças para os programas de diversidade LGBTI+, de gênero, raça e etnia, gerando mais empregabilidade no Bradesco ou em outras empresas. A estratégia veio para fomentar o protagonismo do aprendizado para todos os funcionários e com um olhar para a atração dos talentos, elementos fundamentais desse processo. Além disso, para a alta liderança, sempre são apresentados os números de engajamento e do uso da plataforma, para que eles possam reconhecer o quanto é importante ter esse recurso à disposição de todos os funcionários.

A parceria entre a Hult EF e o Bradesco, trabalhando em conjunto no desenho do programa de idiomas, criou um comportamento diferente de utilização dos usuários, com os colaboradores muito mais engajados e fazendo uso da plataforma de idiomas. Isso se mostrou case de sucesso muito importante e que mostra a importância de uma estratégia de Employee Experience, desenhada com foco nas pessoas e nos seus desafios e necessidades.

O que o RH pode fazer para obter esse sucesso nos seus programas?

Mesmo tendo uma iniciativa que envolva todos os colaboradores, é preciso encontrar necessidades particulares e personalizar o aprendizado. Por exemplo, mesmo com o uso do programa de idiomas, a necessidade de um profissional de TI é diferente de uma área jurídica. E como trazer o que está em sinergia com o que o funcionário está buscando é fundamental para atingir um bom engajamento.

No Bradesco, as necessidades de cada um estão sempre em evidência, como forma de melhorar o engajamento nos programas de capacitação. Seja na plataforma de idiomas, seja na plataforma interna de aprendizagem. E tudo isso é trabalhado de acordo com a personalização. Para isso, a empresa precisa, essencialmente, saber quem é esse colaborador, criando personas. E em uma grande organização, o apoio da tecnologia nesse processo é fundamental.

Outra ação que faz toda a diferença é a boa comunicação, estar disponível, para o colaborador se sentir acolhido e entender que aquele programa que está sendo oferecido se aplica para o momento em que ele está passando, e para ajudá-lo a crescer dentro e fora da empresa.

Além do alinhamento direto com a liderança, porque quando o líder está engajado ele incentiva que o funcionário utilize a plataforma, entendendo a importância do recurso para o seu desenvolvimento. “E o Bradesco também fez um estudo para entender qual era o momento ideal para fazer o lançamento do programa, quando estavam todos ansiosos por conhecimento e aprendizado. Então, o time de publicação, unido à cultura de aprendizagem sólida que temos no Bradesco, proporcionou esse engajamento”, acrescenta Nogueira.

A descoberta de funcionalidades dentro da plataforma é também um grande fator para o engajamento, assim como o uso de gamificação para tornar o aprendizado mais leve, além da criação de ações que reconheçam os funcionários mais engajados, para que eles sejam inspiração. E para esses, é também importante investir e dar acesso a outros recursos, que deem a eles mais protagonismo e ajudem a atingir um outro nível no idioma e na sua carreira.

E o futuro?

O Bradesco está fazendo este ano uma revisão do modelo de governança, e também uma avaliação das ferramentas que serão disponibilizadas, com o foco em gerar maior autonomia do aprendizado e atender às necessidades, cada vez mais frequentes, de aprender e desenvolver habilidades com muito mais rapidez, tendo em vista que o novo mundo do trabalho está em constante movimento e mudança.

Izabela

Izabela Xavier

Head of Sales | Intrapreneur | Sales Enabler | LifeLong Learner | Education

An enthusiastic and energetic sales leader, who tirelessly encourages people to be the best version of themselves. Passionate about education, Izabela explores the power of intercultural communication to advise companies and governments on language training solutions. Davi and Benjamin´s mother, a dog lover and a person that enjoys traveling around the world and having new experiences. Get in touch on LinkedIn https://www.linkedin.com/in/izabela-xavier-67793631/

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