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Comunicação Empresarial: 7 dicas preciosas para times globais

Tarsiane Diniz

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Comunicação empresarial: 7 dicas para liderar times globais

Mais do que dominar idiomas, liderar equipes globais exige que o profissional compreenda as dinâmicas próprias de cada cultura.

O crescimento dos negócios entre empresas globais e o aumento da atuação regional de organizações no Brasil traz junto a necessidade de os profissionais desenvolverem habilidades que possibilitem estar em contato com pessoas do mundo todo. E não falamos apenas sobre entender o inglês – ou o espanhol, no caso dos times LATAM. A comunicação empresarial engloba também habilidades para transitar entre diferentes culturas.

Embora, sim, seja importante ressaltar que o Brasil precisa melhorar bastante no domínio da língua inglesa: na edição de 2022 do Índice de Proficiência em Inglês da EF, que classifica 111 países e territórios por suas habilidades no idioma, o Brasil ficou em 58º – além disso, somos o 12º dos 20 países analisados na América Latina.

Nesse contexto, é importante saber que, ao aprender um novo idioma, há elementos dos comportamentos locais, e também de cada área de negócio específica, que devem ser observados e levados em consideração para uma comunicação realmente multicultural.

Aprimorar os conhecimentos nessas áreas é essencial para as lideranças de empresas que buscam ter uma comunicação corporativa moderna e conectada, com impacto direto na eficiência dos times.

Boas habilidades de comunicação são essenciais para o sucesso nos negócios internacionais e podem ter um impacto significativo no lucro (89%), receita (89%) e capacidade de ganhar participação de mercado (86%), de acordo com dados do relatório "Competindo além das fronteiras", da Economist Intelligence Unit.

Uma gestão organizacional com mapas culturais

Os mal-entendidos enraizados nas diferenças culturais representam um dos maiores obstáculos para os times globais. Isso se dá porque pessoas de países diferentes se comportam a partir de padrões diferentes: cada cultura tem valores, rituais, símbolos e práticas que definem como as pessoas interagem entre si – e até como lidam com coisas como feedback negativo e confrontos no ambiente de trabalho.

"Práticas são as coisas que fazemos todos os dias: como nos cumprimentamos ao chegar no escritório, como almoçamos ou não juntos, como cantamos karaokê depois de uma reunião – ou se não fazemos isso", explica Christopher McCormick, VP executivo de Assuntos Acadêmicos da Hult EF, em um webinar sobre comunicação intercultural.

"As práticas são as coisas que fazemos que nos unem", diz McCormick. "Mas você precisa se perguntar: as práticas que são comuns para mim, podem não ser para outras pessoas?"

Um bom ponto de partida para responder essa pergunta é o livro The Culture Map, escrito por Erin Meyer, que explora como as diferenças culturais afetam a comunicação e a colaboração em ambientes de negócios internacionais.

O livro apresenta um conjunto de oito dimensões culturais que devem ser contempladas na gestão organizacional. Essa lista inclui coisas como o grau de hierarquia, a maneira como os conflitos são resolvidos e a forma como a confiança é estabelecida.

No Brasil, por exemplo, preferimos dar feedback negativo de forma mais indireta do que nos Estados Unidos. Outras características do Brasil: a confiança é baseada nas relações pessoais, o tempo é percebido como algo flexível, e a comunicação é dependente do contexto.

Os norte-americanos, por outro lado, usam uma linguagem bem mais direta e trabalham com o tempo mais linear, enquanto a confiança é criada a partir de tarefas e não relações.

Meyer oferece algumas ferramentas baseadas no livro para quem quiser explorar com mais profundidade as diferenças culturais entre países – ou mesmo dentro das organizações e equipes –, habilidades que podem ser de bom uso para líderes de RH.

Na Hult EF, temos um programa de Comunicação Intercultural, que foi pensado para ajudar equipes a, além de falarem a mesma língua, adquirirem conhecimento a respeito de normas e comportamentos culturais.

Dicas para se comunicar em um ambiente corporativo multicultural

Liderar times globais pode ser desafiador – e o mesmo vale para os membros do time, que precisam se comunicar de forma eficaz em um ambiente multicultural. Mas existem dicas que podem ajudar a garantir que você seja compreendido.

1. Aprenda sobre outras culturas

Conhecer a cultura das outras pessoas trabalhando com você é fundamental para evitar desentendimentos e promover uma comunicação mais eficaz.

Christopher Earley e Soon Ang identificaram três características da autoconsciência da inteligência cultural de uma pessoa:

  1. Cognição: identificar quando há diferenças culturais em determinada situação;

  2. Motivação: estar preparado para se identificar e lidar com as pessoas, apesar das dificuldades impostas pelas diferenças culturais;

  3. Comportamento: aprender a prestar atenção a pessoas de todas as culturas e a se conectar com elas.

2. Descubra como se comunicar com cada pessoa

Cada indivíduo processa informações de maneira diferente – isso tem um componente cultural, mas também individual. É importante ser flexível para acomodar uma diversidade maior de formas de pensar e se comunicar.

Gestos e expressões faciais também podem ter significados distintos em diferentes culturas. Esteja atento às peculiaridades de comunicação não-verbal para evitar mal-entendidos. Além disso, observe as diferenças culturais de cada pessoa e respeite suas tradições.

Esse cuidado ajudará a construir um ambiente de trabalho positivo e inclusivo.

3. Use uma linguagem clara e simples

Use uma linguagem clara e simples para se comunicar com sua equipe global. Certifique-se de que todos consigam absorver as expectativas e os objetivos. Evite o uso de jargões e termos técnicos que possam não ser compreendidos por todos.

Se você trabalha com pessoas cuja língua nativa é diferente da sua, esteja atento à sua pronúncia e ao ritmo de fala. Use exemplos para ajudar a ilustrar suas ideias e deixar sua comunicação mais clara e fácil de entender.

4. Invista em treinamentos e vivências

Para evoluir a comunicação, a empresa precisa também fornecer aos seus colaboradores a oportunidade de estudar línguas estrangeiras e de aprender sobre novas culturas de forma mais profunda.

No entanto, embora a maioria das empresas tenha consciência de que é um problema não investir em aprimorar as habilidades de comunicação internacional de seus empregados, muitas ainda não estão preparadas para enfrentar esse desafio.

5. Seja um líder inclusivo

A pauta de Diversidade e Inclusão é uma das mais importantes no mundo corporativo hoje, e ela também se aplica às equipes internacionais. Assim como precisa ocorrer com times diversos da mesma nacionalidade, é preciso se certificar de que todos os membros da equipe tenham voz e se sintam valorizados.

Reconheça e celebre as diferenças culturais em sua equipe global. Isso ajudará a construir um ambiente de trabalho positivo e inclusivo.

6. Esteja aberto a feedback

Para o bom funcionamento da equipe, é importante que exista um canal de comunicação para comentários que possam melhorar a colaboração.

Assim, esteja aberto a aprender sobre a cultura das outras pessoas também pelo feedback delas: a relação deve estar sempre em desenvolvimento e sendo aprimorada a partir das experiências pessoas de cada um. Uma comunicação frequente com a equipe também é de extrema importância.

7. Crie conexões

Embora venham de contextos culturais diferentes, é importante para um time global criar conexões entre si que fortaleçam a comunicação e a colaboração intercultural.

A empresa tem sua cultura própria, claro, mas também é interessante que um time formado por membros de diferentes países – estejam eles fisicamente no mesmo lugar ou não – possa criar sua própria cultura de equipe, celebrando a cultura de cada lugar.

Liderando times globais de sucesso

Liderar times globais pode ser desafiador, mas é possível fazê-lo de maneira eficaz, independentemente das diferenças culturais ou geográficas. É importante lembrar que a diversidade é uma força a ser aproveitada, e não um desafio a ser superado – e que fomentar a diversidade e a inclusão é crucial para as empresas do futuro.

Ao reconhecer e valorizar as diferenças culturais e pessoais de sua equipe, você pode criar um ambiente inclusivo e colaborativo, no qual todos serão mais produtivos, criativos e motivados.

Com uma abordagem aberta e flexível, uma cultura de respeito mútuo, colaboração e uma comunicação clara e eficaz, você pode liderar sua equipe global para o sucesso, não importa onde estejam localizados os integrantes de seu time.

A importância da educação para a gestão de Recursos Humanos

Com essa informação disponível e sistematizada, cabe a gestão de Recursos Humanos fornecer oportunidades de aprendizado, permitindo aos funcionários desenvolver e aprimorar tais habilidades.

Lourenzo, da E&Y, destaca três pilares como muito importantes para o desenvolvimento do profissional do futuro. O primeiro é a educação, como é oferecida em treinamentos pelo RH. Em seguida vem o aprendizado com profissionais mais experientes a partir de mentoria de pessoas de nível sênior. E o terceiro ponto que ele traz como essencial é a possibilidade de ter experiências que incluem situações como viver no exterior e aprender um novo idioma.

Na questão da educação, cabe ainda ressaltar a importância em fomentar uma cultura de aprendizado contínuo, com programas que incentivem os funcionários a participar de treinamentos ou que promovam a troca de conhecimento entre os quadros da organização.

A escolha de parceiros também é fundamental para o sucesso no campo de T&D. Na Hult EF, pensando nesse segmento, desenvolvemos o programa Business Foundation, em que trabalhamos exatamente com essas competências, que são fundamentais em ambientes ágeis, globais e que necessitam de alto grau de colaboração entre os times.

No entanto, embora o desenvolvimento de uma cultura organizacional moderna dependa também de outros pontos, como incentivar a diversidade e inclusão e saber usar as novas ferramentas de tecnologia e automação, a mudança pode começar com uma coisa tão simples quanto se preocupar com as pessoas da organização.

É como disse à Hult EF David Watkins, conselheiro da iVentiv e Vice-Presidente Sênior de Talentos, Transformação e Engajamento de Grupo da Oerlikon: "O que há de diferente no RH à medida que avançamos para o futuro é que há uma necessidade crucial de ouvir o que os profissionais desejam e garantir que uma boa experiência será proporcionada aos profissionais do começo ao fim".

A experiência, diz Watkins, não é um clichê corporativo: é uma mudança de foco com a qual todo RH deve se preocupar. As empresas que valorizam seus colaboradores e investem em seu desenvolvimento têm uma vantagem competitiva significativa, com impacto direto na produtividade e nos resultados financeiros – o que faz dessa área um investimento estratégico para o futuro das companhias.

O avanço da tecnologia e as mudanças comportamentais da sociedade têm criado novos desafios para as organizações, e a gestão moderna das áreas de Recursos Humanos é crucial para enfrentá-los com sucesso.

Tarsiane Diniz

Tarsiane Diniz

Latin America Communication, Marketing & Social Transformation Director at Hult EF

Marketing, Public Relations, and Social Transformation Professional always willing to bring her creative eye and energy to connect people and common goals.

I believe my career is not about the digital campaigns I launch or the events I host. It's about the positive impact I can generate, about the transformations I lead and the results I produce for my team, the company I work for, and society.

My life trajectory has made me a person who “dreams big”, which makes me see opportunities in all places and people. People can change the world and the differences between us make the world better.

Get in touch on LinkedIn https://www.linkedin.com/in/tarsianediniz

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