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Ernst&Young: Descubra as habilidades necessárias para se tornar um profissional do futuro de sucesso

Izabela Xavier

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A velocidade na qual o mercado de trabalho vem mudando para atender as necessidades da nova economia está cada vez maior, tanto que há alguns anos a ONU criou o termo ‘profissional do futuro’ para falar justamente dessa constante urgência de adaptação dos colaboradores em relação aos processos de trabalho e profissões. Armando Lourenzo, Learning Director da consultoria Ernst & Young no Brasil e na América Latina, dividiu conosco um pouco de sua experiência no tema, compartilhando passos importantes para se ter sucesso como um profissional do futuro.

Além de diretor da consultoria, Armando é diretor da Ernst Young University e presidente do Instituto EY. É doutor em administração e mestre em recursos humanos pela FEA/USP. Pós graduado em Filosofia pela PUC. Professor da FIA e Casa do Saber, colunista da Revista Você SA (versão digital) e do Portal Administradores.com. Autor de livros e artigos na área de negócios.

Invista em soft skills certeiras

Para começar, o primeiro passo é investir em habilidades primordiais para o universo corporativo de hoje. “Na minha opinião, existem muitas habilidades importantes que podem depender do negócio ou da posição na carreira, mas vejo 4 como essenciais: adaptabilidade, learning agility, inteligência emocional e relacionamento interpessoal.

Adaptabilidade é primordial porque, com o ritmo das mudanças, é preciso estar preparado para um mundo que ainda não conhecemos, e a pandemia só veio mostrar o quanto o cenário pode mudar do dia para a noite. “As pessoas têm micro resistências diárias e, se não forem adaptáveis, não vão sobreviver no longo prazo”. Além disso, independente das funções táticas que qualquer cargo exija, se atualizar rapidamente nunca é demais e é outra soft skill que não dá para deixar de fora. “O learning agility não é só sobre aprender com velocidade, é mais sobre a atitude de ter disponibilidade para aprender continuamente”, explica.

A inteligência emocional entra no pacote com dois pontos principais: a capacidade de autocontrole e a habilidade de ter empatia e saber lidar com as emoções dos outros. “Sempre escuto no mercado as pessoas dizerem que tratam os outros como gostariam de ser tratados, mas acho isso um narcisismo muito grande. Temos que tratar as pessoas como elas querem ser tratadas, não como nós queremos ser tratados”. Outra competência que não pode faltar é a relação interpessoal e a capacidade de, dentro ou fora do escritório, ter uma rede de networking e relacionamentos para construir projetos e aumentar a visibilidade profissional.”

Exercite suas habilidades

O RH, a empresa e a universidade corporativa são apoios importantes no exercício dessas habilidades. Por isso, Armando cita três pilares para os profissionais do futuro ficarem de olho. O primeiro é buscar educação. Além das facilidades e curadoria de conteúdo que o setor de RH promove, é preciso colocar a dedicação no topo da lista. Aprender com os colegas também é muito valioso. “Relacionamento com pares e profissionais de nível superior é uma oportunidade de olhar para a experiência de outras pessoas. Em certas situações, só os mais experientes conseguem te dar um caminho, uma solução. Por isso, o segundo pilar é buscar a mentoria de pessoas de nível sênior e orientação prática no mundo corporativo. Um mentor é diferente de um coach. O mentor vai te dar o caminho, enquanto o coach vai te desafiar.”

Por fim, ter vivências e experiências de vida que ajudem a lapidar habilidades como: trabalho em equipe e empatia, estão sempre no radar dos recrutadores. Entre as possibilidades estão: aprender um novo idioma e viver um tempo em outro país, imerso em uma cultura diferente. A EY, em parceria com a Hult EF, proporciona treinamento de inglês para colaboradores com foco em inglês de negócios e atendendo as necessidades da empresa e do aluno. “O inglês tem que ser colocado como prioridade para quem quer evoluir e para quem entende que ele é fundamental para isso. O idioma não é importante só para o profissional, mas também para o cidadão, porque abre portas. Nesse processo, além de priorizar o aprendizado, tem que ter disciplina e, se possível, buscar as experiências de vida que ele pode oferecer”.

Estabeleça prioridades

Nessa busca por novos conhecimentos, junto do profissional que quer alavancar a carreira, o líder também tem um papel importante. “O bom líder consegue alinhar o propósito da empresa com as pessoas, gerando um engajamento maior, e, a partir disso, o desenvolvimento é natural. O líder também precisa ter essa capacidade de inspirar”.

Para Armando, alinhar os próprios objetivos em relação aos valores e necessidade da empresa, seja em relação aos soft ou hard skills, é a melhor forma de estabelecer as prioridades e metas nesse movimento de aprendizado. “Na vida pessoal eu estabeleci coisas que desejo para mim. Na vida profissional, o executivo deve dar prioridade aos conteúdos que tenham relação com os objetivos da empresa, e se ele não estiver em uma posição tão estratégica, as prioridades devem estar alinhadas a sua estratégia de carreira. Temos que fazer escolhas nesse sentido”.

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