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Tetra Pak: Como construir o engajamento de equipes interculturais e proporcionar uma experiência relevante para o colaborador

Fabiana Taqueda

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Comunicação e o Hub das Américas

A comunicação intercultural tem se tornado um dos temas mais importantes dentro das organizações nos últimos anos. Esse movimento está ligado à consolidação dos modelos híbridos de trabalho e ao crescimento da necessidade de equipes mais diversas como forma de aumentar a inovação, o engajamento e a sustentabilidade dos negócios. Nas Américas, um hub de grandes empresas das mais variadas indústrias e com equipes multiculturais está se formando, e o idioma e engajamento do colabordor se tornaram desafios e a necessidade de experiênias relevantes está ainda maior.

Comunicação Intercultural

Esse movimento já sentido pela Tetra Pak há alguns anos e o crescimento dos negócios causou um intercâmbio de funcionários, que vieram de outros países para que eles pudessem trazer melhores práticas, insights e inovações para as operações daqui. Nesse sentido, essa comunicação e intereção dessas áreas foi importante para o sucesso dessas mudanças nas fábricas, ao mesmo tempo em que a empresa se preocupou em trazer para os colaboradores conteúdos e possibilidades de abordar ainda mais a importância desse trabalho em equipe dentro das operações. Com isso, houve a preocupação de trazer uma cultura onde o funcionário seja dono do seu tempo, busque o seu desenvolvimento, e tenha o apoio da sua liderança nesse processo.

Em uma conversa recente com a Franciele Suzigan, Learning and Development Senior Analyst da Tetra Pak, falamos sobre esse tema e sobre como a empresa tem investido alto para que as pessoas tenham um idioma para se comunicar e ter o inglês como idioma de negócios oficial, dentro da organização, tem facilidado a interação e troca de melhores práticas e experiências, garantindo que o colaborador esteja preparado para mudanças, migrações de área, cargo, etc.

Investimento x Impacto

O programa de idiomas da Tetra Pak, não possui critérios de elegibilidade - todos os funcionários são elegíveis para se inscrever e começar a estudar. Franciele comenta que “Pela escala da operação, foi um impacto muito grande, o momento em que a empresa percebeu que oferecer a oportunidade de estudo para todos ajudaria no crescimento do negócio diante da melhora na comunicação interna e externa, trazendo novas ideias, explorando novos horizontes e sendo capaz de trazer para dentro da empresa as grandes tendências do mercado”.

E hoje, com as infinitas possibilidades de estudar, até mesmo em grandes universidades, sem sair de casa, o inglês é fundamental para que elas possam acessar esses conteúdos e trazer ainda mais impacto para os negócios com novos conhecimento. E, a partir do momento em que tem essa capacidade, o custo desses curso se torna um investimento para a carreira de cada colaborador, pois ele entende que é um caminho para se desenvolver e crescer dentro ou fora da Tetra Pak.

Medindo a Colaboração

A Tetra Pak passou por uma reestruturação nos últimos anos, com o aumento das trocas entre equipes e a maior exploração da comunicação intercultural. Principalmente após a pandemia, quando equipes se tornaram remotas, com líderes e colaboradores em países diferente, falando diversos idiomas. O uso de ferramentas digitais permitiu que houvessem muitas trocas e criou proximidade entre líderes e liderados, ao mesmo tempo em que ter um idioma comum foi fundamental para ajudar a estabelecer conexões genuínas entre as pessoas e elevar o engajamento em reuniões, projetos e no dia a dia.

E a gente percebe, nas análises de performance, que quando existe essa barreira na comunicação entre a liderança e as suas equipes, o engajamento é muito menor. Por isso, existe essa promoção tão grande dentro da Tetra Pak para que haja um idioma de negócios, porque nós sabemos o quanto ele causa melhora nos resultados dos times e, consequentemente das operações e dos negócios” explica Franciele. Portanto, a melhor régua para medir a colaboração é o sucesso dos projetos. Quando os colaboradores estão se sentindo seguros para dar suas ideias, todos conseguindo compreender uns aos outros e os resultados de cada novo projeto, é bastante positivo. Quando a colaboração está em alta, o impacto nos negócios é ainda maior.

A satisfação do colaborador, ao se sentir acolhido por um ambiente de segurança psicológica em que ele é incentivado a trocar com seus pares, nesse ambiente global, é também um outro medidor para a colaboração. “É muito interessante, quando temos os webinares sempre trazemos esse ponto: Imagina que vem um colega de fora fazer um treinamento com você, como seria enriquecedor aprender com alguém que não fala o seu idioma e não é da mesma cultura que a sua, mas que está ali aprendendo como você, dentro da sua área de atuação”, completa Franciele.

Cultura de Aprendizagem

A Tetra Pak promove um evento anual chamado Learning Conferences, que vem do time global. Na conferência, são apresentadas jornadas com 80 sessões curtas de treinamento com diversos temas, para que os colaboradores possam se desenvolver. Franciele conta que “o tema desse ano foi “#stay relevant”, justamente para as pessoas entenderem a necessidade de buscar upskilling e reskilling e garantir que as nossas habilidades estejam sempre renovadas e em linha com o que o mercado busca e a empresa precisa atualmente”.

Além disso, a Tetra Pak incentiva que os colaboradores invistam 2 horas semanais para se dedicarem aos estudos e treinamentos oferecidos pela companhia. Apesar de saber da dificuldade de conseguir esse tempo, a empresa mantem contato com a liderança para ter apoio para que os colaboradores possam se desenvolver, inclusive por entender a importância para a sustentabilidade dos negócios. No caso dos funcionários das fábricas, a Tetra Pak também oferece jornadas de desenvolvimento que ajudam na capacitação tanto das hard quanto das soft skills, entendendo que existe essa possibilidade de haver migração de funcionários e a necessidade de uma colaboração multicultural também dentro da fábrica.

Atualmente, a empresa trabalha também com uma plataforma que permite que o colaborador customize o seu aprendizado, tanto com a escolha dos conteúdos a serem estudados, quanto com o tempo em que ele vai se dedicar a eles. Além disso, a plataforma permite o compartilhamento das jornadas com colegas, para que haja troca de experiência e maior incentivo aos estudos dentro da organização.

Essa personalização e a utilização de ferramentas que permitam o protagonismo do funcionário são parte de um movimento interno para que a organização saia da cobrança e entre, de fato, na cultura de aprendizagem, onde o colaborador se torna um lifelong learner e possa investir no conhecimento o tempo todo”, comenta Franciele. A Tetra Pak enfrenta o desafio de como fazer esse movimento ao mesmo tempo em que mudanças internas acontecem e como priorizar os temas para criar e solidificar a cultura de aprendizagem.

A liderança tem papel fundamental, no trabalho conjunto com o RH para transformar o mindset dos colaboradoes para entender que eles sejam protagonistas da sua carreira e do seu desenvolvimento. Para isso, existem algumas metas que são colocadas pela liderança e fazem parte do processo de avaliação do colaborador e que ajudam a manter uma análise dos resultados e que o líder possa entender como melhor engajar aquele colaborador”, explica Franciele.

Ao mesmo tempo, o RH tem ações semanais, com check-ins, comunicações que trazem as perspectivas do mercado, artigos sobre temas relevantes e que ajudem a motivar os colaboradores. Essas ações tem impacto no engajamento a longo prazo, porque faz com que os funcionários se sintam acolhidos e pertencentes aquela cultura. Entre as ações, está o uso de uma rede social interna da empresa para divulgar os treinamentos.

E, como forma de melhorar o engajamento, o RH se reinventou e passou a utilizar vídeos curtos, com colaboradores sendo embaixadores dos treinamentos e o “rosto” de cada divulgação. Essa mudança criou uma identificação entre as pessoas, porque elas reconhecem pares e líderes em cada comunicação e acabam interagindo com a publicação e se inscrevendo nas trilhas.

Experiência e Protagonismo

As jornadas da Tetra Pak são criadas com o objetivo de dar as pessoas a possibilidade de escolher aquilo que querem estudar. Portanto, desde o ínicio do Employee life Cycle, existe um incentivo para que cada colaborador levante a mão e diga aquilo que precisa desenvovlver. Com isso, existe um canal aberto entre as equipes e os seus líderes, para que eles possam descobrir juntos quais a melhore trilhas de desenvolvimento e as melhores formas de construir essas jornadas de aprendizado.

No caso do programa de inglês, todo o processo precisa ser feito pelo colaborador, desde a sua inscrição no programa, a realização do teste de nivelamento e todo o processo de estudos para cada novo nível liberado dentro da plataforma de ensino, e ele tem a liberdade de personalizar a jornada conforme a necessidade, focando em inglês geral, para negócio ou indústria e prática através de aulas de conversação disponíveis 24x7.

Como resultado, o programa na região Américas tem a maior quantidade de alunos inscritos, estudando ativamente e engajados em desenvolver o idioma, especialmente como ferramenta para possibilitar outros conhecimentos e promover novas oportunidades. Os colaboradores entendem que o idioma é fundamental para que eles possam crescer dentro da Tetra Pak e terem diferentes oportunidades de fazer parte dos times globais e multiculturais da organização.

A Tetra Pak e a Hult EF Corporate Education tem uma sólida parceria de quase 10 anos e durante esse período trabalhamos no desenvolvimento da habilidade de comunicação global dos seus profissionais, através de um único idioma, o Inglês. Em uma recente pesquisa realizada com os alunos, perguntamos se conseguem aplicar o conteúdo aprendido no seu dia-a-dia de trabalho e 87% disseram que sim. 85% comentaram que houve uma melhoria no seu trabalho, com o aprendizado de Inglês e 89% estão muito satisfeitos com o seu curso. Isso é resultado de um trabalho em equipe, com o envolvimento dos líderes, RH e um olhar cuidadoso para cada indivíduo.

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