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Great Place to Work: Employee experience e o profissional no centro da estratégia

Ruy Shiozawa

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Como construir relações de confiança e investir na experiência do colaborador – e por que você deve fazer isso agora?

“Construir uma sociedade melhor transformando cada organização em um excelente lugar para trabalhar para todos”. Essa é a missão do Great Place to Work e que norteia todas as nossas decisões de negócios e de pessoas. Acreditamos que bons ambientes de trabalho, pautados na relação de confiança, geram pessoas mais felizes e engajadas, negócios mais rentáveis e uma sociedade mais justa e desenvolvida.

Essa premissa transborda a missão do GPTW, direcionando inclusive nossos novos negócios: as startups Youleader (focada na capacitação e educação da liderança, como principal fator para qualquer empresa atingir um modelo de gestão realmente efetivo); a Weego (que nasceu totalmente digital para oferecer um processo individualizado e contínuo para o desenvolvimento da liderança em todos os níveis) e a Jungle (cujo foco está em dar suporte ao grande desafio da sociedade e das empresas nos próximos anos: a saúde mental). Toda essa família de negócios e serviços busca apoiar empresas, líderes e colaboradores em todas as etapas de vida, na cadeia completa, do início ao final.

E por que isso é importante? Já há algum tempo ouvimos falar da importância do employee experience (ou em bom português, da experiência do colaborador) na gestão de pessoas. Afinal, quanto melhor a experiência que o funcionário tiver na sua empresa, melhores momentos serão registrados em sua memória. Isso significa que sua percepção sobre aquele ambiente, seus líderes, pares e políticas da empresa penderá mais para o positivo do que para o negativo, estabelecendo uma conexão direta com seu senso de realização, seu engajamento, produtividade e fator de permanência. É uma relação saudável para todos os lados: pessoas, negócios e sociedade. Da porta de entrada (ou até antes, no momento de recrutamento e seleção) até a porta de saída, as excelentes empresas para trabalhar têm investido cada vez mais em promover melhores experiências e, dessa forma, demonstrar em atitudes e comportamentos seus valores e sua cultura – algo que se torna ainda mais crucial no cenário de pandemia que estamos enfrentando.

Oferecer uma boa experiência ao colaborador, portanto, consiste em melhorar as interações e relações no ambiente de trabalho ao longo de todo o processo – do namoro ao divórcio – entendendo que numa relação saudável (e madura) o divórcio também precisa ser amigável. Mas como promover um relacionamento memorável?

Abaixo, eu pontuo alguns dos principais aspectos que envolvem a construção de um ambiente de confiança e que fomentam relações saudáveis entre empresas e funcionários. Todos eles passam por uma premissa fundamental: as pessoas precisam estar sempre no centro da sua estratégia.

  • Inspire seu time – As pessoas não estão buscando um empresa, mas sim um significado para suas vidas.

Por isso, o ponto de partida no employee experience é traduzir a missão nas práticas do dia a dia. Revelar às pessoas que elas estão lá por algo muito mais nobre do que apertar parafusos, produzir seringas, embalar papeis ou realizar pesquisas. Todo trabalho tem um significado maior do que sua função. A empresa, no papel de seus líderes, tem o desafio de demonstrar isso diariamente, nas pequenas ações e na oferta de exemplos reais. Não é fácil, mas justamente as organizações mais inspiradoras são aquelas que conseguem tirar a missão do discurso e levá-la para a vida real.

  • Ouça seu colaborador – Impossível você tomar qualquer atitude ou decisão de negócio, sem conhecer sua população

Além de identificar o nível de confiança que seus colaboradores nutrem em relação aos líderes e as políticas, práticas e estratégia da organização, os dados colhidos nessa análise vão orientá-lo a estabelecer prioridades e definir metas de negócios. Quer um exemplo? A decisão sobre o retorno aos escritórios. Muito se discute quando e como voltar ao ambiente de trabalho, num cenário pós-pandemia. Sabemos que há empresas que até já colocaram seus planos (presencial, remoto ou híbrido) em prática. Nenhum planejamento, porém, deveria acontecer antes que sua população fosse ouvida. Afinal, qual seria o melhor modelo para cada um? Apenas com um diagnóstico completo do que seria melhor para as pessoas é que as decisões sobre a adoção de novos modelos de trabalho – ou a permanência de velhos – deveriam ser tomadas.

  • Dê feedback – mostrar ao funcionário seu papel na organização e como seu trabalho impacta diretamente os negócios é fundamental.

O feedback – tanto o estruturado quanto o informal – vale ouro. Por meio de conversas frequentes, líder e liderado conseguem corrigir falhas, aparar arestas, estabelecer critérios e prioridades, investir em pontos fortes e desenvolver pontos que carecem de atenção. Segundo nossas pesquisas, quanto maior o número de feedbacks recebidos no ano, maior a relação de confiança entre líder e liderado. Portanto, ouça com atenção, mas não deixe de falar também. O diálogo aberto e franco é a base para construção de ambientes mais seguros e relações mais transparentes.

  • Promova o desenvolvimento e crescimento do time – o principal fator de permanência dos funcionários está ligado às oportunidades de crescimento que a empresa oferece.

Está é uma das conclusões da pesquisa que dá origem ao ranking das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil. É importante que na trilha da experiência, o colaborador perceba que ele está crescendo profissionalmente em seu ambiente de trabalho. Esse crescimento não se limita apenas às promoções e aumento de salário (embora obviamente essas práticas sejam relevantes), mas vai além, como saber oferecer diferentes desafios, dentro ou fora da área, projetos diferenciados e apoiar no desenvolvimento do colaborador – por meio de estudos, cursos, palestras – que deem suporte na construção de seu repertório. Sinalizar para o colaborador que ele está numa relação em que outro (empresa) se importa com seu crescimento e seu desenvolvimento profissional é uma etapa importantíssima no processo de employee exerience.

  • Reconheça os grandes (e pequenos) feitos – demonstrar gratidão e reconhecimento pelas entregas, iniciativas ou esforço é a atitude que pode ter maior peso neste relacionamento – para o bem ou para o mal.

Não importa o valor, importa aqui demonstrar que ele ou ela não é mais uma peça na engrenagem e que sua contribuição tem um valor excepcional para o negócio. Aqui vai uma dica para que esse reconhecimento impacte de forma profunda essa relação: conheça cada um do seu time na sua integridade. Se o João for apenas o engenheiro de manutenção da equipe, você pode até reconhecê-lo, mas de uma forma commodity, ou seja, como faria com o José, o Pedro ou a Maria. Mas se você sabe que o João é, além de engenheiro, apaixonado por vinhos da região Toscana, torcedor fanático do Palmeiras, pai de três filhos pequenos e dois cachorros adotivos e tem um sonho de viajar de lancha, você vai chegar mais próximo do objetivo de superar qualquer expectativa e promover um upgrade neste relacionamento. Não tem a ver com o valor do reconhecimento, mas com o ato de reconhecer em si.

  • Desenvolva a liderança – nenhua experiência será bem-sucedida se os líderes não entederem seu papel nesta jornada.

Não adianta o CEO apoiar e incentivar as práticas e o RH criar os melhores mecanismos de encantamento se o líder não se envolver nesse processo. É dele a missão de ouvir, dar feedback, reconhecer e sinalizar as rotas de crescimento e desenvolvimento pessoal. Há gestores que têm uma habilidade maior para promover o diálogo; outros uma sensibilidade mais aguçada em distinguir as ações que extrapolam o esforço, as metas ou as expectativas e, que por isso, merecem ser reconhecidas. Na maioria dos casos, porém, é preciso desenvolver esse olhar e envolver esses gestores para que cultivem um relacionamento mais saudável e – por que não? – mais perene com sua equipe. Não à toa, dois dos nossos novos negócios – a Youleader e a Weego – nascem com o foco no desenvolvimento do líder, pois acreditamos que é por meio de uma liderança efetiva (e afetiva), confiável e atenta que construímos as melhores relações de confiança e, consequentemente, as melhores empresas para trabalhar.

A forma como você constrói essa relação com seu time é a forma como cada um vai lembrar de você (e, claro, da sua empresa). E essa forma, ou seja, essa característica é a que será perpetuada para o mercado, sinalizando para investidores o quanto suas prioridades estão atreladas aos compromissos ESG e fortalecendo sua marca empregadora. Uma equação que faz bem para as pessoas, para os negócios e para toda a sociedade.

*Acionista das empresas Great Place to Work, Youleader, Weego e Jungle

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